Mudanças climáticas e a Neutralização de Carbono

Se você é atento a assuntos e notícias sobre sustentabilidade e, principalmente, mudanças climáticas, já deve ter ouvido falar sobre os problemas acerca da emissão de carbono.

Os principais gases de efeito estufa são o dióxido de carbono (CO2), o metano e o óxido nitroso. O CO2 é o gás que tem maior contribuição para o aquecimento global, pois representa mais de 70% das emissões destes gases e o seu tempo de permanência na atmosfera é de, no mínimo, cem anos. 

Atualmente, julho de 2021, vimos uma frente polar chegar ao Brasil e atingir metade do país. Segundo o meteorologista Fábio Luengo, em entrevista à CNN, essa variação de temperaturas que atinge o mundo todo está conectada com o aquecimento global: “De uns anos para cá essa variação ficou um pouco mais maluca (…) outras oscilações da atmosfera acabam influenciando, como El Niño, La Niña, entre outras, mas, um dos motivos, é sim o aquecimento global.”

Segundo a Organização Meteorológica Mundial, a previsão é que a temperatura da Terra aumente entre 2 e 6 graus Celsius neste século. Todo esse desequilíbrio pode gerar secas e ciclones mais intensos, oceanos mais ácidos, extinção de espécies que garantem o equilíbrio ecológico, entre outros efeitos danosos para vida. Desta maneira, a tendência é os eventos extremos aumentarem em frequência e duração.

Estes são alguns dos problemas relacionados à emissão de carbono e mudanças climáticas, que já estamos sentindo. 

Leia o artigo na íntegra aqui.

Flores comestíveis: usos tradicional e atual

Resumo

Flores fazem parte da vida humana desde a antiguidade. Várias civilizações deixaram como legado o uso de flores na arte, medicina natural, bem como na culinária para colorir, aromatizar, saborizar e embelezar pratos diversos. As flores comestíveis (FC) são aquelas que podem ser consumidas sem colocar em risco a saúde do consumidor. Embora nem todos os países do mundo utilizem flores na alimentação, seu uso tem aumentado de uma maneira geral, bem como o interesse de pesquisadores de diversas áreas do conhecimento, pois são consideradas novas fontes de nutrientes e compostos bioativos. Mas ainda se questiona a segurança do seu uso por causa da falta de mais informações sobre quantidade máxima segura de ingestão diária. A revisão aqui apresentada teve por objetivo levantar informações sobre o uso tradicional das FC, a segurança no consumo e a percepção dos consumidores sobre esses produtos.

Fonte: SciELO [leia a íntegra do artigo aqui.]

Compostagem caseira de lixo orgânico doméstico

O Brasil produz 241.614 toneladas de lixo por dia, onde 76% são depositados a céu aberto, em lixões, 13% são depositados em aterros controlados, 10% em usinas de reciclagem e 0,1% são incinerados. Do total do lixo urbano, 60% são formados por resíduos orgânicos que podem se transformar em excelentes fontes de nutrientes para as plantas.

A compostagem é um processo que pode ser utilizado para transformar diferentes tipos de resíduos orgânicos em adubo que, quando adicionado ao solo, melhora as suas características físicas, físico-químicas e biológicas. Conseqüentemente se observa maior eficiência dos adubos minerais aplicados às plantas, proporcionando mais vida ao solo, que apresenta produção por mais tempo e com mais qualidade. Portanto, a redução do uso de fertilizantes químicos na agricultura, a proteção que a matéria orgânica proporciona ao solo contra a degradação e a redução do lixo depositado em aterros sanitários pelo uso dos resíduos orgânicos para compostagem, contribuem para melhoria das condições ambientais e da saúde da população. A técnica da compostagem foi desenvolvida com a finalidade de acelerar com qualidade a estabilização (também conhecida como humificação) da matéria orgânica. Na natureza a humificação ocorre sem prazo definido, dependendo das condições ambientais e da qualidade dos resíduos orgânicos. Na produção do composto orgânico vários passos devem ser seguidos, onde diversos questionamentos vão surgindo. A seguir será exposta a metodologia de compostagem de lixo orgânico doméstico, de forma simples e de fácil aplicabilidade, a partir de perguntas e respostas.

Fonte: Embrapa – CircularTécnica, 76

Educação ambiental, qualidade de vida e sustentabilidade

RESUMO

O presente artigo procura mostrar que uma nova visão de mundo está ganhando cada vez mais espaço entre as pessoas por meio da Educação Ambiental, a qual objetiva a melhoria da qualidade de vida no planeta. A Educação Ambiental busca a valorização da vida, a formação de um novo estilo de vida, sem consumismo excessivo, sem o desperdício de recursos e sem degradação ambiental. Apresenta também a opinião de alguns autores a respeito do “desenvolvimento sustentável” como uma forma de crescimento econômico aliada à justiça social e à satisfação das necessidades dos excluídos.

Fonte: SciELO

A racionalidade nutricional e sua influência na medicalização da comida no Brasil

Resumo

Ensaio baseado em reflexão teórico conceitual acerca do conceito racionalidade nutricional e sua relação com a medicalização da comida, onde se buscou apontar a influência que práticas alimentares sofrem do suposto estado de supremacia que a ciência detém, a qual sugere em seu discurso a necessidade de saúde. A partir do pressuposto da racionalidade nutricional como dever comer, supõe-se que este participa do processo de medicalização da comida ao descredenciar o sujeito do autocuidado alimentar, engendrar a ideia de risco de suposta alimentação inadequada e fomentar a ideia de que comer bem é comer de acordo com princípios científicos. A disseminação para o grande público de estudos científicos e os resultados de pesquisas relevam o papel da racionalidade nutricional na promoção de “melhor” saúde em detrimento da existencialidade da comida e de seu papel agregador nas relações intersubjetivas.

Fonte: SciELO – Leia a íntegra do artigo aqui.

Greenwashing: o que é, como identificar, exemplos e mais!

Você sabe o que é greenwashing e como afeta a sua vida?

Já podemos adiantar que essa prática é tão prejudicial para o meio ambiente quanto despejar carbono da atmosfera.

Isso porque ela lança uma cortina de fumaça que confunde a opinião pública, que passa a não distinguir mais o joio do trigo.

Empresas que fazem greenwashing, ou seja, mascaram os impactos ambientais das suas atividades, prestam um desserviço à comunidade, já que essa é uma postura antiética.

Felizmente, hoje já é possível detectar com mais facilidade quais são as organizações que fazem uso desse tipo de artifício.

Um bom exemplo disso está no documentário “Seaspiracy” (2021).

No filme, o cineasta britânico Ali Tabrizi revela os chocantes bastidores da indústria pesqueira e os danos que a pesca predatória vem causando aos ecossistemas marítimos.

A lição a ser aprendida é que todos precisamos estar muito atentos para que empresas inescrupulosas não abusem da boa-fé das pessoas.

Você pode começar lendo este artigo, em que vamos detalhar o greenwashing e suas principais formas.

Uma leitura imperdível, principalmente se você pretende trabalhar no segmento de economia verde ou em prol de causas ambientais.

Leia a íntegra do artigo aqui.

A transformação de resíduos orgânicos em biofertilizantes visando a redução de custos e melhorias sustentáveis ao meio ambiente

Resumo: O presente artigo tem como objetivo expor diferentes tipos de resíduos orgânicos e sua conversão em fertilizante, por meio da compostagem, visando a redução de custos e melhorias sustentáveis para o meio ambiente. Assim, o foco principal deste artigo foi analisar a utilização de resíduos biológicos como esterco animal, lodo de esgoto, resíduos sólidos urbanos e resíduos alimentares para produção de biofertilizante. Além disso, foram examinadas as vantagens e desvantagens do uso de fertilizantes químicos e orgânicos, evidenciando seus aspectos ambientais, bem como o potencial econômico da conversão dos insumos orgânicos através da compostagem, demonstrados através da sustentabilidade, redução do peso e volume dos resíduos orgânicos em suas potencialidades de gerações contínuas.

Leia a íntegra do artigo aqui.

Saúde e sustentabilidade em grãos: germinados, brotos e microgreens

RESUMO
Introdução: Germinados, brotos e microgreens correspondem a estágios do desenvolvimento de sementes ou grãos utilizados na alimentação de povos orientais desde tempos remotos, mas que atualmente tiveram seu consumo redescoberto e aumentado no ocidente por pessoas em busca de uma alimentação saudável.

Objetivo: Apresentar características de sementes germinadas, brotos e microgreens, formas de produção, composição nutricional, preparo, aspectos biológicos e clínicos bem como divulgar seu consumo.

Metodologia: Trata-se de revisão descritiva da literatura sobre aspectos gerais da produção e uso sementes no estágio inicial de desenvolvimento, associada a 43 fontes.

Discussão: Sementes germinadas apresentam a radícula emergindo do grão. Brotos constituem um estágio avançado da germinação da semente apresentando caule e as primeiras folhas dos cotilédones, enquanto microgreens, além destes, já desenvolveram o primeiro par de folhas verdadeiras. São caracterizados por conteúdo rico em nutrientes de fácil assimilação pelo organismo, compostos fitoquímicos, e baixa densidade calórica, sendo ideais em dietas saudáveis, promotoras da saúde, e mesmo para combate a doenças crônico-degenerativas. Seu cultivo é simples, constituído de poucas etapas, altamente sustentável, produzindo mais nutrientes por m2 durante um período, em um mesmo espaço, do que qualquer outra cultura. A rotatividade máxima de cada produção é de 15 dias.

Considerações Finais: Essa é uma área pouco difundida e pouco estudada, o que dificulta o acesso ao conhecimento de novas fontes nutricionais. A escassez de estudos sobre sua forma de produção e estudos clínicos avaliando os efeitos do consumo de germinados e brotos à saúde limita a discussão e seus possíveis benefícios.

Leia a íntegra do artigo aqui.

Agroecologia: uma nova ciência para apoiar a transição a agriculturas mais sustentáveis.

RESUMO: O uso da expressão agriculturas mais sustentáveis pretende alertar para a impossibilidade operativa da opção ecotecnocrática do desenvolvimento sustentável que, ao longo de décadas, não conseguiu superar os malefícios sociais, ambientais, econômicos, culturais e políticos engendrados pela modernização conservadora baseada nos pacotes da Revolução Verde. Ao contrário, a Agroecologia é defendida como uma nova ciência em construção, como um paradigma, de cujos princípios e bases epistemológicas nasce a convicção de que é possível reorientar o curso alterados dos processos de uso e manejo dos recursos naturais, de forma a ampliar a inclusão social, reduzir os danos ambientais e fortalecer a segurança alimentar e nutricional, com a oferta de alimentos sadios para todos os brasileiros. Argumenta-se sobre a necessidade de mudanças no paradigma cartesiano que orientou a pesquisa o ensino e a extensão rural, estabelecendo-se novos procedimentos, metodologias e bases tecnológicas, capazes de contribuir para um processo de transição a estilos de desenvolvimento rural e de agriculturas mais sustentáveis. Fugindo das utopias e das revoluções, o texto conclui reconhecendo os enormes desafios para esta mudança paradigmática e sugere a necessidade de uma nova solidariedade intra e intergeneracional que dê sustentação a uma ética da sustentabilidade que evite que caminhemos todos para o mesmo abismo.

Leia a íntegra do artigo aqui.

Pesquisa avalia vida útil e composição nutricional de flor comestível

Rica em vitamina C e minerais como potássio, cálcio e zinco, além de compostos sulfurosos benéficos ao sistema imunológico, a flor comestível capuchinha (Tropaeolum majus) dura mais tempo se mantida em torno de 5ºC. A conservação foi determinada por agrônomos da Embrapa Hortaliças (DF) em um projeto de pesquisa que elegeu 20 espécies vegetais que fazem parte do grupo de plantas alimentícias não convencionais (PANCs), para terem suas características agronômicas e nutricionais estudadas.

Além do consumo fresco em saladas, as flores de capuchinha também podem ser desidratadas, embebidas em álcool ou em calda de açúcar ou, ainda, congeladas em forma de cubos, para adição em coquetéis.

Flor, folhas e sementes comestíveis

“As pessoas associam o consumo de plantas às partes comestíveis como folhas, frutos e raízes. Porém, em algumas espécies, as flores, além de ornamentais, também podem ser degustadas”, observa a pesquisadora da Embrapa Neide Botrel ao lembrar que, no caso da capuchinha, as folhas também são aproveitadas e até mesmo as sementes podem ser consumidas, cruas ou na forma de conserva, sendo popularmente chamadas de falsas alcaparras.

O estudo dedica-se, principalmente, à caracterização nutricional e à determinação da vida útil após a colheita, ou seja, a durabilidade em diferentes condições de armazenamento. As flores são produtos muito sensíveis e alguns cuidados, desde o manuseio cauteloso na colheita até ao armazenamento refrigerado, são necessários para evitar contaminação microbiana e danos nas pétalas que inviabilizem a comercialização.

Leia a íntegra do artigo aqui.

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