Flores comestíveis: usos tradicional e atual

Resumo

Flores fazem parte da vida humana desde a antiguidade. Várias civilizações deixaram como legado o uso de flores na arte, medicina natural, bem como na culinária para colorir, aromatizar, saborizar e embelezar pratos diversos. As flores comestíveis (FC) são aquelas que podem ser consumidas sem colocar em risco a saúde do consumidor. Embora nem todos os países do mundo utilizem flores na alimentação, seu uso tem aumentado de uma maneira geral, bem como o interesse de pesquisadores de diversas áreas do conhecimento, pois são consideradas novas fontes de nutrientes e compostos bioativos. Mas ainda se questiona a segurança do seu uso por causa da falta de mais informações sobre quantidade máxima segura de ingestão diária. A revisão aqui apresentada teve por objetivo levantar informações sobre o uso tradicional das FC, a segurança no consumo e a percepção dos consumidores sobre esses produtos.

Fonte: SciELO [leia a íntegra do artigo aqui.]

A racionalidade nutricional e sua influência na medicalização da comida no Brasil

Resumo

Ensaio baseado em reflexão teórico conceitual acerca do conceito racionalidade nutricional e sua relação com a medicalização da comida, onde se buscou apontar a influência que práticas alimentares sofrem do suposto estado de supremacia que a ciência detém, a qual sugere em seu discurso a necessidade de saúde. A partir do pressuposto da racionalidade nutricional como dever comer, supõe-se que este participa do processo de medicalização da comida ao descredenciar o sujeito do autocuidado alimentar, engendrar a ideia de risco de suposta alimentação inadequada e fomentar a ideia de que comer bem é comer de acordo com princípios científicos. A disseminação para o grande público de estudos científicos e os resultados de pesquisas relevam o papel da racionalidade nutricional na promoção de “melhor” saúde em detrimento da existencialidade da comida e de seu papel agregador nas relações intersubjetivas.

Fonte: SciELO – Leia a íntegra do artigo aqui.

Saúde e sustentabilidade em grãos: germinados, brotos e microgreens

RESUMO
Introdução: Germinados, brotos e microgreens correspondem a estágios do desenvolvimento de sementes ou grãos utilizados na alimentação de povos orientais desde tempos remotos, mas que atualmente tiveram seu consumo redescoberto e aumentado no ocidente por pessoas em busca de uma alimentação saudável.

Objetivo: Apresentar características de sementes germinadas, brotos e microgreens, formas de produção, composição nutricional, preparo, aspectos biológicos e clínicos bem como divulgar seu consumo.

Metodologia: Trata-se de revisão descritiva da literatura sobre aspectos gerais da produção e uso sementes no estágio inicial de desenvolvimento, associada a 43 fontes.

Discussão: Sementes germinadas apresentam a radícula emergindo do grão. Brotos constituem um estágio avançado da germinação da semente apresentando caule e as primeiras folhas dos cotilédones, enquanto microgreens, além destes, já desenvolveram o primeiro par de folhas verdadeiras. São caracterizados por conteúdo rico em nutrientes de fácil assimilação pelo organismo, compostos fitoquímicos, e baixa densidade calórica, sendo ideais em dietas saudáveis, promotoras da saúde, e mesmo para combate a doenças crônico-degenerativas. Seu cultivo é simples, constituído de poucas etapas, altamente sustentável, produzindo mais nutrientes por m2 durante um período, em um mesmo espaço, do que qualquer outra cultura. A rotatividade máxima de cada produção é de 15 dias.

Considerações Finais: Essa é uma área pouco difundida e pouco estudada, o que dificulta o acesso ao conhecimento de novas fontes nutricionais. A escassez de estudos sobre sua forma de produção e estudos clínicos avaliando os efeitos do consumo de germinados e brotos à saúde limita a discussão e seus possíveis benefícios.

Leia a íntegra do artigo aqui.

Pesquisa avalia vida útil e composição nutricional de flor comestível

Rica em vitamina C e minerais como potássio, cálcio e zinco, além de compostos sulfurosos benéficos ao sistema imunológico, a flor comestível capuchinha (Tropaeolum majus) dura mais tempo se mantida em torno de 5ºC. A conservação foi determinada por agrônomos da Embrapa Hortaliças (DF) em um projeto de pesquisa que elegeu 20 espécies vegetais que fazem parte do grupo de plantas alimentícias não convencionais (PANCs), para terem suas características agronômicas e nutricionais estudadas.

Além do consumo fresco em saladas, as flores de capuchinha também podem ser desidratadas, embebidas em álcool ou em calda de açúcar ou, ainda, congeladas em forma de cubos, para adição em coquetéis.

Flor, folhas e sementes comestíveis

“As pessoas associam o consumo de plantas às partes comestíveis como folhas, frutos e raízes. Porém, em algumas espécies, as flores, além de ornamentais, também podem ser degustadas”, observa a pesquisadora da Embrapa Neide Botrel ao lembrar que, no caso da capuchinha, as folhas também são aproveitadas e até mesmo as sementes podem ser consumidas, cruas ou na forma de conserva, sendo popularmente chamadas de falsas alcaparras.

O estudo dedica-se, principalmente, à caracterização nutricional e à determinação da vida útil após a colheita, ou seja, a durabilidade em diferentes condições de armazenamento. As flores são produtos muito sensíveis e alguns cuidados, desde o manuseio cauteloso na colheita até ao armazenamento refrigerado, são necessários para evitar contaminação microbiana e danos nas pétalas que inviabilizem a comercialização.

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Linhaça: composição química e efeitos biológicos

RESUMO: A semente de linhaça é considerada hoje um alimento funcional, depois de séculos de uso na alimentação e na medicina natural. Os benefícios da linhaça são atribuídos ao seu óleo rico em ácido alfalinolênico, lignanas e fibras alimentares. Neste sentido o presente trabalho teve como objetivo reunir dados sobre a composição química e os efeitos biológicos da semente de linhaça. A partir dos dados obtidos, pode-se concluir que os alimentos funcionais são de grande importância no aumento da expectativa de vida da população. Porém, fatores ambientais como o consumo de determinados alimentos, álcool, fumo e fatores genéticos podem ocasionar o aparecimento de doenças crônicas como obesidade, hipertensão, osteoporose, diabetes e cânceres.

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Microverdes: pequenos no tamanho, gigantes nos benefícios

Você já ouviu falar nos microverdes? São aquelas folhinhas bem pequeninhas, super atrativas e coloridas que têm aparecido cada vez mais em feiras, mercados e restaurantes. Essas folhinhas se caracterizam por serem um estágio muito específico das plantas, depois da fase de broto, mas antes da fase de baby leaf! Os microverdes são geralmente colhidos entre 7 e 21 dias após o plantio e se destacam por serem delicados no sabor e gigantes em nutrientes.

Leia a íntegra do artigo aqui.

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